Infarto sem aviso: falta de ar, enjoo e suor frio também podem ser sinal de emergência cardíaca

Infarto sem aviso: falta de ar, enjoo e suor frio também podem ser sinal de emergência cardíaca

Nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia reforça que o infarto nem sempre começa com a dor intensa no peito que virou clichê. Hospital Cardiológico Costantini alerta para sintomas que costumam ser ignorados especialmente por mulheres, idosos e

O imaginário popular ainda associa o infarto à cena clássica de alguém levando a mão ao peito e caindo de dor. Mas a vida real costuma ser menos cinematográfica e mais traiçoeira: em muitos casos, a emergência cardíaca começa com falta de ar súbita, náusea, suor frio, tontura, mal-estar importante ou uma sensação estranha de exaustão. O alerta ganha força com a Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que reforça a necessidade de reconhecer rapidamente sintomas típicos e atípicos para reduzir atrasos no diagnóstico e no atendimento.

O tema tem peso de utilidade pública. Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no país. O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos por ano, e o atendimento nos primeiros minutos é decisivo para salvar vidas e reduzir sequelas.

Para a cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, Bianca Prezepiorski, o problema não está apenas na gravidade do infarto, mas no fato de que muita gente ainda espera um sintoma “óbvio” para procurar socorro.

“Existe um atraso perigoso entre o início dos sintomas e a decisão de buscar ajuda. Muita gente acha que infarto precisa, obrigatoriamente, começar com uma dor intensa no peito, mas nem sempre é assim. Falta de ar, náusea, suor frio, tontura ou um mal-estar súbito também podem sinalizar uma emergência cardiovascular. Quando o paciente demora para procurar atendimento, o coração perde tempo, e isso pode custar músculo cardíaco, qualidade de vida e, em casos mais graves, a própria vida”, afirma a especialista.

A diretriz da SBC destaca que a avaliação da dor torácica e de seus equivalentes deve ser ágil na emergência. Entre os sinais que exigem atenção estão pressão, aperto ou queimação no peito, dor irradiada para braço, ombro, costas, pescoço ou mandíbula, além de dispneia, sudorese, náusea, vômito, tontura e sensação de desmaio. O documento também reforça a importância do eletrocardiograma em até 10 minutos para pacientes com suspeita de síndrome coronariana aguda.

O alerta é ainda mais importante em grupos nos quais a apresentação pode ser menos típica. O Ministério da Saúde destaca que, em idosos e pessoas com diabetes, o quadro pode ser menos característico, e a falta de ar pode, em alguns casos, aparecer como sinal predominante. Já a cardiologia brasileira vem reforçando a necessidade de maior atenção à saúde cardiovascular feminina: as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte entre mulheres em grande parte do ciclo de vida.

“Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, o infarto pode escapar do padrão que muita gente aprendeu a reconhecer. Às vezes, o paciente descreve como azia, enjoo, cansaço extremo ou dificuldade para respirar. Por isso, informação salva. Quanto mais cedo a população entende que o corpo pode pedir socorro de formas diferentes, maiores são as chances de diagnóstico rápido e de tratamento no tempo certo”, acrescenta Dra. Bianca.

Na prática, a orientação é simples: sintomas novos, intensos ou fora do padrão habitual, sobretudo quando surgem de forma súbita, não devem ser banalizados. Esperar “passar sozinho” pode custar caro. O cuidado imediato é parte central das recomendações atuais da cardiologia, justamente porque o tempo entre os primeiros sinais e o atendimento influencia diretamente o desfecho clínico.

Sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata

  • pressão, aperto ou queimação no peito;
  • dor que irradia para braço, ombro, costas, pescoço ou mandíbula;
  • falta de ar súbita;
  • suor frio;
  • náusea ou vômito;
  • tontura, sensação de desmaio ou mal-estar importante;
  • fadiga intensa e incomum, especialmente quando associada a outros sintomas.

Sobre o Hospital Cardiológico Costantini

Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 27 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.

Mais informações podem ser obtidas em: https://hospitalcostantini.com.br/

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