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Em um mercado cada vez mais orientado por volume de pedidos, metas de venda e faturamento bruto, uma pergunta começa a ganhar peso entre vendedores de marketplaces: vender mais significa, de fato, ganhar mais?
Crescer sem margem pode quebrar a operação
Entenda por que escalar vendas em marketplaces sem controle de rentabilidade pode transformar faturamento em prejuízo.
Ler análise completaUm recorte da base da Seconds Tecnologia, plataforma de inteligência para sellers de marketplaces, revela que nem todo seller que alcança um faturamento superior a R$ 100 mil por mês consegue transformar esse volume de vendas em lucro consistente. Parte dessas operações trabalha com margem líquida inferior a 5% ou até negativa.
O levantamento também indica que taxas de marketplace, frete, mídia paga e comissões consomem, em média, entre 22% e 27% da receita bruta dos sellers, dependendo da faixa de faturamento. Na base analisada, esses custos representam 27% da receita bruta para vendedores de até R$ 50 mil mensais, 26% na faixa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, 25% entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, e 22% acima de R$ 500 mil.
Para Thiago Trincas, CEO da Seconds, o dado mostra que o faturamento isolado deixou de ser uma métrica suficiente para medir a saúde de uma operação digital. “Durante muito tempo, o mercado tratou faturamento como sinônimo de sucesso. Mas, no marketplace, vender muito pode esconder uma operação apertada, vulnerável a erro de precificação, frete mal calculado, mídia paga ineficiente ou custo de produto mal estimado”, afirma.
Segundo a Seconds, a margem média estimada por faixa de faturamento varia pouco: 16% entre sellers de até R$ 50 mil mensais e cerca de 15% nas faixas superiores. Para a empresa, esse comportamento indica que crescer em volume não necessariamente significa ganhar eficiência proporcional.
Faturamento não é sinônimo de eficiência
Veja como outras empresas estão confundindo números de topo com valor real gerado para o negócio.
Ver artigo relacionado“O problema nem sempre é vender pouco. Muitas vezes, é vender muito com margem errada. O seller aumenta estoque, equipe, anúncios e complexidade, mas continua olhando para faturamento como se fosse lucro. Esse é o ponto cego”, diz Trincas.
A análise considera dados operacionais disponíveis na plataforma. Como o custo de mercadoria nem sempre é preenchido pelos vendedores, parte do cálculo utiliza estimativas para compor a margem. Por isso, os números devem ser interpretados como indicadores operacionais de rentabilidade, e não como demonstrações contábeis auditadas.
Ainda assim, para a Seconds, o recorte evidencia um desafio crescente no e-commerce brasileiro: a profissionalização da gestão financeira dos sellers. Em um ambiente de alta concorrência, dependência de anúncios, pressão por preço e custos variáveis, poucos pontos percentuais de margem podem separar uma operação saudável de um negócio que apenas gira dinheiro.
“Marketplace não perdoa gestão no escuro. Quem olha só para faturamento pode estar comemorando crescimento enquanto perde rentabilidade. A nova disputa não é apenas por vender mais, mas por vender melhor”, completa Trincas.
Sobre a Seconds
Fundada em 2018 e com sede em Curitiba (PR), a Seconds é uma startup de tecnologia que oferece soluções integradas para otimização da gestão de vendas nos principais marketplaces. Mais do que automação, a plataforma fornece inteligência estratégica, dados precisos e suporte humanizado para decisões assertivas, posicionando-se como aliada essencial para vendedores que buscam profissionalizar suas operações online.
Mais informações: https://www.seconds.com.br